sábado, 4 de outubro de 2008

Amor-veneno



Devoram o mais nobre veneno
O amar em combustão
Oh dor
Oh raiva
Oh silêncio
Apenas formulas químicas
e tesão consomem a alma
tiram-na do lugar
revestem-na de mendicidade.

O que ama se destrói
Se consome, se corrói.
O que ama acredita,
não reflecte, não medita
o que ama deixa-se levar
na dor dos tolos,
Que acreditam no amor!


Até caírem não caem mais
Até amarem não amam mais

Gente doente, envenenada
Gente ridícula e mal-gostada
Gente, gente,
somente gente

Caem sempre novamente
Nesse rasto de corrente
O amor que mal se sente
Que mal se entende

Amar será assim ao dar
um pedaço de mim
Perder-se por pouco
e por muito se vender

Mas amar será assim um espaço a não temer?

Amor-veneno
Amor de feno

(talvez em construção)

Um comentário:

I'm a cumbada disse...

Depois de passar aqui umas 10 vezes e ler o texto sem comentar, aqui te digo - este é talvez, por entre os teus textos, aquele que mais me tocou.
(Hei-de passar outras 10, 20, 30 vezes sem o voltar a comentar, mas fica aqui a certeza que o lerei de novo, muitas vezes!)

Beijo :D