sábado, 12 de abril de 2008

circo

O meu circo espelhado ao metro.
Sim, vejam todos!
Acorram ao circo que sou.
Riam-se do palhaço triste e da trapezista que cai devastada no chão,
do mágico que queima as mãos no papel a que pegou fogo, do domador domado pelo leão e do malabarista que acerta, sem excepção, faca-a-faca o corpo da ajudante.
O circo está montado ao metro.
E todos vêem
E todos riem
E todos se deleitam com a desgraça que, não sendo a sua, se torna adocicada.

Um comentário:

Helena disse...

o circo do dia-a-dia...*